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BOMBA! CANDIDATO A PREFEITO PAULO DO GÁS PODE SER CASSADO A QUALQUER MOMENTO POR ABUSO DE PODER POLITICO

A tentativa de compra de apoio político por parte do vice-prefeito e atual candidato a prefeito de Camacan, Paulo do Gás, Oziel da Ambulância e do ex-secretário municipal e então candidato a vereador pelo PSD, Ramon Seibert, que ofereceram cargos públicos relacionado ao dinheiro destinado ao combate à COVID-19 à então candidata a vereadora Rosa de Gil, o que pode levar à impugnação da chapa do então candidato Paulo do Gás.

Os advogados do Partido Progressista (PP), Clebson Ribeiro Porto, Emerson Ribeiro Santana e João Paulo Saraiva Nascimento, protocolaram neste sábado (17 de outubro), na 133ª Zona Eleitoral de Camacan, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Paulo do Gás, Oziel da Ambulância e Ramon Seibert por prática de abuso de poder econômico e político.
Com o objetivo de desestruturar o grupo político formado em convenção pelo seu único potencial opositor, Arildo de Florentino, para concorrer às eleições municipais 2020, Paulo do Gás, Oziel da Ambulancia e Ramon Seibert elegeram como alvo Rosa de Gil, então candidata a vereadora pelo Partido REPUBLICANOS.

Eles não esperavam, porém, que o plano arquitetado para minar o seu único potencial opositor “entraria pelo ralo” diante da corajosa iniciativa de Gil e Rosa, que resolveu aceitar o encontro e gravar toda a negociação de compra de seu apoio político.
No final da tarde de 10 de setembro, o atual vice-prefeito e então candidato a prefeito pelo PODEMOS, Paulo do Gás e o ex-secretário municipal e então candidato à vereador pelo PSD, Ramon Seibert, foi à casa de Rosa de Gil, quando houve o seguinte diálogo, conforme gravado em vídeo:

(…) e eu tenho vergonha de fazer promessa e não cumprir (Paulo)
(…)para querer conquistar “A” ou “B” só com promessa, eu não faço isso. (Paulo)
(…) agora, aquilo que eu me comprometer com qualquer pessoa, aí pode saber… (Paulo)
Nota-se que Paulo do Gás já inicia sua fala lamentando o fato de Oziel não ter cumprido com as promessas de campanha, certamente com propósito de influenciá-lo a aceitar a proposta ilícita que seria feita em seguida.
Paulo do Gás, conforme mostra o vídeo gravado, continua seu diálogo com Rosa de Gil e Gil aliciando a eles aceitarem a proposta de cargo público em troca de apoio político, asseveram que a proposta é concreta e imediata, realçando, ainda mais, a conexão eleitoral com o protenso aliciamento e compromisso de continuidade em caso de vitória nas urnas, vejamos o diálogo:

Já a proposta, digamos, que a gente vai ter, é uma proposta de algo de imediato, não é pra depois. É pra se começar logo, entendeu? Trabalhar. (Paulo)
Então algo de concreto eu tenho. (Paulo)
O que? (Gil)
Trabalho… (Paulo)
Sim… (Gil)
Ah, pra que setor? Como é que seria o setor? (Paulo)
Nós estamos com uma frente de trabalho agora, que tem a rede de fiscalização, trabalhando com
COVID… fiscalizando “né” (Paulo)
Isso eu tenho como encaixar alguém nessa parte. Que é na fiscalização hoje de comércio, algo muito tranquilo, “né”? (Paulo)
E a gente consegue encaixar dentro. (Paulo)
Porque tem um provento que veio, justamente uma verba que é destinado a trazer pessoas pra que trabalhem de fiscalização (Paulo)
Fiscalizando o que? Comércio, aglomerações… (Paulo)
Que o trabalho de COVID, vai até dezembro. Que é o estado de calamidade né… (Paulo) 08m:10s Depois, passando, já entra o governo… (Paulo)
No caso, se permanece Paulo… (Paulo)
Se permanece Paulo, permanece trabalhando. Quer seja no COVID, quer seja em outro setor, sem mexer (Paulo)
Essa a palavra que eu posso dar pra vocês (Paulo)
E não é pra amanhã não. É pra começar. (Paulo)

É nítido, o contexto das conversações expostas no vídeo, revela contornos ainda mais graves, na medida em que é CONFESSADO que os investigados estão se valando indevidamente de verbas destinadas à COVID-19 para fins de captação de apoio eleitoral;
Diante da tamanha falta de respeito para com o eleitor e munícipes da cidade de Camacan, o Partido Progressista (PP) ingressou com o AIJE no intuito de cassar a chapa composta por Paulo do Gás e apoiada por Oziel da Ambulância.

AIJE

NA AIJE protocolada na Justiça Eleitoral, os advogados do PP anexaram diversas provas, entre elas vídeos que ratificam a tentativa de compra de apoio político.
A defesa também pede que, conforme o art. 22, XVI, da LC n° 64/90, “para a configuração do ato abusivo, não será considerada a potencialidade de o fato alterar o resultado da eleição, mas apenas a gravidade das circunstâncias que o caracterizam”.
A defesa afirma que a atitude de Paulo do Gás, Oziel da Ambulância e Ramon Seibert “subverte toda a lógica democrática e ofende a própria moral e dignidade eleitoral, pois transforma o processo num ‘balcão de negócios’ se valendo da miséria humana, por meio do qual se compra o capital político de lideranças por meio de dinheiro e outras vantagens, aquisições essas que, além de serem dirigidas contra os próprios adversários, não encontram limites, posto que às margens da contabilidade eleitoral”.
Dada a gravidade dos crimes relatados, o PP pede na AIJE a cassação do registro de candidatura, ou do diploma, caso já expedido, ou ainda do mandato dos acusados, e a inelegibilidade para as eleições que se realizarem no prazo de 8 anos, a contar da eleição de novembro de 2020.

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